Eram muitos os ovos e foram muitas as surpresas. Todas trouxeram aos olhos da malta a alegria de ser criança por um bocadinho. O chocolate, mas tb as montagens de puzzles, aviões, bonecos, jogos ou piões tornaram o corredor de espera de tal forma animado que até a máquina parecia querer uma surpresa. :P
Depois a diversão foi outra! Sacos amarelos cheios de bens alimentares esperavam-nos numa garagem cheia de coisas para separar e arrumar. As massas, as latas, o atum (que não parava de nascer), o arroz, as bolachas foram um verdadeiro desafio de arrumação e embalamento. O trabalho de equipa funcionou e nem o stress do rebola pela hora do jogo se estar a aproximar fez com que o trabalho ficasse por fazer (havia qq coisa que me dizia que não precisava de ver o jogo :P)...
No fim, a Joana chegou à garagem e a pergunta foi: "que fizeram às coisas todas?"
ao que alguém respondeu: "O meu carro ja está carregado :P"...
Depois ao jantar o forno foi o nosso melhor amigo
e acompanhados por dois jogos importantes na TV e no PC acabámos a horas do Rebola ir ao ensaio já com o estômago composto e a tempo de ir levar as ineses ao ibili duas vezes ;)
Boa Páscoa para todos (não comam muitas amêndoas) :)
Serve este blog para dar Notícia do andamento das jornadas desportivas do grupo MCB.
quinta-feira, 21 de abril de 2011
quinta-feira, 14 de abril de 2011
Futebol ao sol :P
Jornada marcada com tempo, para o tempo certo, com bom tempo. ;)
Jornada marcada por 9 presenças mais uma pra jantar (que não sabia que não havia jantar, mas pelo menos já sabemos como a convencer a vir as jornadas :P).
Jornada marcada para o parque verde mas que marcou o fim de tarde na quinta da maia.
Jornada marcada pela divisão entre mais velhos e mais novos que afinal eram fumadores nao fumadores ou os de cima e os de baixo:
Jornada marcada por momentos de disputa, por marcações ao homem e à zona, por tácticas incríveis, por visão de jogo, por grandes fintas.
Jornada marcada por bons momentos de futsal, muita correria, mt boas jogadas, as dicas do costume e naturalmente muitos golos.
Jornada marcada por momentos divertidos, por telemoveis que se atendem em pleno jogo, por balizas que eram só os ferros e sujeitos que sorrateiramente atravessavam o campo.
Jornada marcada nas pernas de alguns, nas cabeças de outros e nos músculos de todos (mas isto só nos aperceberemos nos dias seguintes ao esforço físico). ;)
Jornada marcada por caras cansadas, por fotos em alongamentos necessários e pela alegria de mais uma actividade em que o grupo sai mais grupo! :)
Jornada marcada por 9 presenças mais uma pra jantar (que não sabia que não havia jantar, mas pelo menos já sabemos como a convencer a vir as jornadas :P).
Jornada marcada para o parque verde mas que marcou o fim de tarde na quinta da maia.
Jornada marcada pela divisão entre mais velhos e mais novos que afinal eram fumadores nao fumadores ou os de cima e os de baixo:
Jornada marcada por momentos de disputa, por marcações ao homem e à zona, por tácticas incríveis, por visão de jogo, por grandes fintas.
Jornada marcada por bons momentos de futsal, muita correria, mt boas jogadas, as dicas do costume e naturalmente muitos golos.
Jornada marcada por momentos divertidos, por telemoveis que se atendem em pleno jogo, por balizas que eram só os ferros e sujeitos que sorrateiramente atravessavam o campo.
Jornada marcada nas pernas de alguns, nas cabeças de outros e nos músculos de todos (mas isto só nos aperceberemos nos dias seguintes ao esforço físico). ;)
Jornada marcada por caras cansadas, por fotos em alongamentos necessários e pela alegria de mais uma actividade em que o grupo sai mais grupo! :)
segunda-feira, 11 de abril de 2011
Uma jornada inclusiva
Uma jornada inclusiva que se inicia 10 minutos faltando para as 20h. Fui o primeiro a chegar (à porta do Mr. Pizza na Praça), uma vez que a Paula estava sentada num dos banquinhos do outro lado da estrada desde à 10 minutos atrás (de certo que aprendeu a não ser pontual!!).
Fomos chegando, e entrando também, de tal forma que vimos o Manchester United a marcar golo. Foram 4 pizzas (Mr. Pizza, Caldeirada, Vegetariana e Outono) para 12 pessoas, deliciosamente acompanhadas por Pepsi, água, e B! limonada. Como condimento, a conversa divagou entre economia, penteados de jogadores da Champions, amor e a dopamina (na outra mesa não faço ideia!)… Sei, sim, que deixámos o Manchester a vencer 1-0 ao Chelsea com o golo do Roney a caminho do D. D..
A escolha do ‘caminho das virgens’ como percurso revelou-se bastante adequada perante o considerável número de primeiras vezes dos participantes, tanto naquele caminho, como no afamado Dom Dinis.
O deslumbramento com o edifício foi completo e generalizado devido ao seu ambiente acolhedor, simples, grandioso e tocante. O que nos esperava de seguida iria revelar-se também surpreendentemente cativante, apaixonante e esclarecedor:
O Miguel mostrou uma grande capacidade de comunicação e expressão das suas ideias. Foi ele a figura. Foi ele o criativo da noite. A revelação.
Ele começou por falar do seu coração, “O meu coração…”, a querer provar que os autistas têm coração, que sentem. Mostrou-o logo na forma como contou que lhe perguntam muitas vezes se os autistas sentem. Logo aí deixou ter algo para provar acerca disso. O poema, se tinha alguma função, a partir desse momento, passou a ser apenas o de mostrar o seu enorme talento. Acabando com “…o meu coração”, deliciou-nos com a perfeita noção da sua condição genética, e da forma como tira proveito dela.
“Geneticamente alterado…”, assim começou e acabou, dando a conhecer algumas características que definem os autistas. Mostrando que para ele o que é apenas o é, sem conhecer o que pode ser. Simplesmente o é.
Foi Noé, afirmando que “Há uma vontade de ir mais além…” (http://66.228.120.252/poesiasdeamizade/2776344), que nos deixou com uma bela perspectiva da prisão dos autistas em si próprios, revelando a importância dos gestos “…Quando uma teia…” deles próprios “…se rompe…”.
“Porquê?...” foi a primeira palavra do que se seguiu. E porque é que raio que não me lembro do que se falou?! Talvez o César tivesse razão. Ele estava “mesmo sabendo que a cabeça está”…(va)…”noutro lugar”.
O Miguel voltou, e numa tentativa de explicar a raridade nas lágrimas entre os autistas, proporcionou-nos o momento mais emocionante da noite com um poema lindíssimo. Começou com “Eu choro porquê? Na minha capacidade…” e continuou, num imenso jorrar de justificações para o frio olhar que possui. Acabou por mostrar que o tamanho do seu ‘chorar’ é demasiado. Que é feito para chorar apenas pelo não dimensionável. Disse: “… Eu choro por ti, com imenso orgulho.” Levou com o maior aplauso da noite (e com algumas lágrimas também!).
“Olho para os teus olhos” (http://66.228.120.252/poesiasdeamizade/2885504), disse, e fez quase um pedido de compreensão pela sua realidade. No fim pediu que o agarrássemos, com um subtil elogio: “Olho para os teus olhos azuis E quero ficar contigo…”.
Podia ter ficado por aqui, deixando-nos sedentos de mais, mas deu-se ao trabalho de nos “testar”. Tornou-se num contador de histórias. Mas que belas!
Contou como “O povo do Deserto” vê o seu mundo (http://66.228.120.252/poesiasdeamizade/2803834). Como acha tão sem sentido o que não faz parte da sua sociedade.
Falou até da cidade do amor, Paris, e da última biblioteca do mundo, aonde alguém escreve o último livro do mundo no qual faz uma análise da evolução da sociedade (http://66.228.120.252/poesiasdeamor/2879653).
Saibam que o Miguel é, até, um romântico! Revelou uma maravilhosa e ternurenta história de amor. “Ela, ele e as histórias”. Um casal ligado pelas histórias sobre a realidade que o apaixonado criava como forma de mostrar o mais fielmente possível à sua amada o que ela não conseguia ver.
Por fim ensinou-nos como eles, os autistas vivem e, de certa forma como poderíamos viver a felicidade pura. Falou sobre o “Povo breve”. O povo que viveu tão intensamente e tão bem que nem sequer se deu por ele (http://66.228.120.252/microcontos/1562176).
Não prestei atenção ao tempo, mas penso que depois desta partilha, o Miguel ainda nos deslumbrou por mais meia hora com a sua inteligência, ao permitir-nos abordá-lo com questões. “Não há perguntas estúpidas”, disse ele ao encorajar-nos.
Aprendemos, decerto. Nem que tenha sido, apenas, pela sua tamanha humildade asfixiada pelo seu descomunal talento.
Com jornadas destas, um dia destes ultrapasso os meus 164 cm de altura.
J
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