quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Actividade 7 - Andebol



A actividade de ontem foi das mais curtas (será que chegou a uma hora de jogo?) de que há memória na nossa já longa história de actividades desportivas, uma vez que já ninguém aguentava mais. "Toma lá" para quem diz que o exercício regular faz aumentar a resistência física. A verdade é que as actividades anteriores não nos preparam para o esforço físico tremendo que nos esperava ontem... a nível ocular. A partir das seis da tarde e à medida que ficava cada vez mais escuro como breu, ele eram distensões de pálpebras, espasmos na córnea, cãibras na retina, eu sei lá… e bola nem vê-la, que segundo teorias dos presentes o facto de ser laranja e da mesma cor das luzes tornava-a invisível…

Mas vamos começar pelo início, sempre com um relato fiel e imparcial em relação aos acontecimentos. A verdade é que fomos enganados!!! Houve golos, defesas, contra-ataques, lances polémicos, mas já lá vamos… Após um período de aquecimento em que ainda havia luz e se aperfeiçoou o movimento tão típico do andebol “1, 2, 3 (passos), salta e remata no ar” (sendo que no caso da Filipa o movimento era geralmente acompanhado pela lenga-lenga verbal) e mais ou menos por alturas do lusco-fusco, eis que começa o jogo no campo desportivo perto da rotunda dos patos, que apresentava ontem uma bela cobertura de folhas secas que eliminavam qualquer hipótese de ver as já gastas linhas de marcação do campo.

Após a escolha de equipas pelas duas meninas presentes, estas ficaram distribuídas da seguinte forma. De um lado o João D., o Rebola, a Raquel e o Lori e do outro esse portento de equipa que era o João C., o Frederico, a (capitã) Filipa e eu mesmo. De referir também as ausências por castigo da Inês B. e da Andreia.  Enquanto se ia vendo alguma coisa o jogo foi mais ou menos equilibrado (ou então não…8-4 para a minha equipa, é o dobro pessoal!), mas depois a coisa descambou… Retenho alguns momentos que me ficaram colados à retina até hoje (já tentei lavar para ver se saíam, mas a verdade é que a distensão da retina que ganhei ontem ainda me dói e não consigo esfregar a retina como deve ser):
- Momento I: Não sei bem em que altura nem a que propósito, mas o Rebola queixa-se que alguém (e cito) lhe havia “agarrado o escroto”… só para os que não foram poderem ver como a coisa ontem foi levada a sério.
- Momento II: Após eu ter feito um sprint de quase 5 metros (e saliento o 'quase') que me elevou o ritmo cardíaco a píncaros nunca antes vistos, de forma a me colocar na frente de um meu adversário que perigosamente se acercava da baliza defendia pela Filipa, vejo a bola ser lançada calmamente sobre mim em balão para a baliza… deserta. “Então, Filipa?!” grito eu indignado e com o pouco fôlego que me restava. A resposta: “Oh pá, Pedro, estava-me a coçar…” Tudo bem, por momentos pensei que estava só distraída, mas afinal estava-se a coçar e logo tudo bem…
- Momento III: O momento do jogo! A Raquel vai para a baliza (foi claramente o MVP de ontem e por isso eu ter dito que fomos enganados) numa altura em que o jogo estava 8-4 e a baliza é trocada por uma de hóquei em patins, com a contrapartida de cada golo nessa baliza valer por dois… Sinceramente não percebi o porquê de terem trocado pela baliza de hóquei logo quando foi para lá a Raquel. De reter também (e que pena não haver fotos) a pose de mão na anca, perna ligeiramente arqueada e sorriso de orelha a orelha que a Raquel fez quando o Rebola lhe pediu uma pose… de guarda-redes.


Deva-se dizer que após o momento III a Raquel só sofreu um golo, que ainda por cima foi duvidoso… ela diz que não foi, mas eu bem vi a rede a balançar! Aliás, com aquelas condições de luminosidade eu era capaz de ver qualquer coisa favorável à minha equipa. Do outro lado, e como já não se via nada (e só por isso) a nossa equipa cedeu 6 golos… ficando o resultado 10-10. Podia ter acabado o jogo empatado naquele momento? Poder podia, mas não era a mesma coisa… Acreditem, não era mesmo a mesma coisa!!!


Seguem-se então os penalties… na baliza de hóquei. Como estávamos na presença de cavalheiros, começaram as meninas… Raquel na baliza, Filipa na marca de 7 metros, remate e defesa (mais uma) da Raquel. Invertem-se posições (foi engraçado ver a Filipa numa baliza de hoquéi) e também não é golo… Tudo empatado portanto. Seguiram-se então o Rebola na baliza, o Castelhano na marca de 7 metros para GOOOOOOOOOOOOOOLO! Mais nada, já está lá dentro! Invertem-se posições, o Castelhano ocupa a baliza numa pose com um joelho no chão de forma a ocupar melhor a baliza (via-se que não era a primeira vez que fazia aquilo, cheirava a técnica apuradíssima), há um remate picado com a bola a passar por debaixo do pé do Castelhano e golo. (continua a imparcialidade marcante desde o início da reportagem.) Tudo de novo empatado. De seguida, João D. na baliza (o homem é-me guarda-redes de hoquéi, caramba, fomos enganados outra vez) e Frederico no remate que foi defendido  (já disse que o homem é guarda-redes de hoquéi?!) Invertem-se as posições e mais um golo. De referir que existem imagens do Frederico na baliza e que por isso o homem foi ofuscado pelo flash e não conseguiu defender. De seguida pego na bola para marcar o meu livre de 7 metros e começa a pressão “Ah e tal, se falhares perdem.” “Marca lá isso, se falhares perdemos…” e eu a pensar “Se eu falhar, acaba o jogo e não vou à baliza?! Fixe!” Pego na nola, miro o Lori na baliza, remato e ouve-se: GOOOOOOOOOLO!!! É GOOOOLO! GRANDA GOLO!”, até temos o João C. a festejar esse "PORTENTO DE GOLO" na foto acima, só que parece que não foi … Instalou-se a confusão, picardias de parte a parte, com o Lori e o Castelhano em particular em acesa discussão, com insultos que não me fica bem replicar aqui como de “batoteiro” e afins. Ainda fui à baliza para defender o último penalty (era preciso apurar o melhor marcador) e fiz o que tinha a fazer: ao remate potente do Lori, desviei-me da bola (aquilo parecendo que não, ainda aleija) que ainda assim passou por cima da baliza.

Ficou então para a posteridade um 10-10, com 2-1 nos penalties (premonição, o resultado já lá estava no início conforme se vê na foto da parede ao lado do campo, isto é está combinado, somos roubados!), vitória para a equipa da MVP “Guarda-redes revelação” Raquel. Deixem lá pessoal, fica para a próxima… Só que, surpresa das surpresas, a próxima aconteceu ainda ontem. Houve quem ainda tivesse fôlego para um último tira-teimas. Um representante de cada equipa correu num sprint de campo para tirar as teimas do golo que foi festejado sem ter acontecido. Não vou dizer nomes (foram as pessoas com apelidos estrangeiros ou que remetem para países estrangeiros). A corrida começou tão supersónica que imagino eu que a explicação para o encosto de ombro que aconteceu entre os corredores até meio do percurso se deveu ao vácuo criado entre os dois devido às velocidades vertiginosas… aqui, meus amigos e fieis seguidores deste blog, ganhou o representante da minha equipa…

E houve ainda tempo para a foto da equipa vencedora e outra com todos os presentes... sim é essa escura, em baixo, em que só se vê o chão... e as folhas caídas de Outono... e se olharem com muita atenção (não se esforcem muito para não agravar as lesões oculares de ontem) vê-se o casaco branco da Raquel... que bela foto! E pronto, obrigado e continuação de bom dia.


quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Actividade 6 - Hóquei em campo

Em noite de Liga dos Campeões, o espectáculo foi outro! Noite houve, campeões é que foi mais difícil...

FICHA DE JOGO

Data:
20 de Outubro de 2009
Hora: 18h (ainda que houvesse malta a tentar começar à mesma hora da Champions, 19h45)
Local: 3/4 do ringue do Estádio Universitário (até que, finalmente, à 381ª bolada, conseguimos conquistar o último 1/4)
Equipa "Fast & Furious": Ana, Inês. V., Raquel, Inês B. e Fred.
Equipa "2 Fast 2 Furious": Joana, Inês A., Andreia, João 'Velasquez' Castelhano e João.
Balizas: 0 (felizmente havia sapatilhas a mais)
Adeptos: 2
Olheiros: 1
Resultado: ? (alguém sabe? será que foi 5-5 ou por aí assim?)
Diversão: Muita!

RESUMO

O espectáculo iniciou com um pequeno período de "aquecimento", com o objectivo de adaptação ao piso e aquele instrumento chamado stick (ou aléu em bom português) e não "pau", "taco", "isto", "coisa" ou "esta porcaria". Depois de se chegar à conclusão que ia ser difícil de qualquer das formas, resolveu-se então iniciar o jogo. Foi aqui que tivemos que partilhar o último 1/4 do terreno com 2 corajosos brasileiros (?) futebolistas e desde cedo ficou bem clara a nossa estratégia, com vários elementos a incentivar o resto da malta: "Eles vão levar com a bola! Vamos lá!". A verdade é que resultou, apesar de nem sequer lhes termos acertado...

Ainda antes de iniciar o jogo, e enquanto os tais elementos acima referidos relembravam a estratégia de conquista da totalidade do terreno, já o João 'Velasquez' Castelhano, sempre concentrado e sério, pensava na melhor forma de ganhar o jogo e instruía os colegas de equipa com uma táctica que se revelou infalível: "AQUI!! PASSA PARA AQUI QUE EU APANHO-A!!". Curioso o facto de esta táctica parecer querer ser posta em prática mesmo quando o Castelhano tinha os outros 9 jogadores entre a bola e ele, os colegas de equipa não tivessem a bola em seu poder ou estivesse mesmo fora do campo. De louvar a persistência e a convicção!

Stickada para um lado, stickada para o outro e os pontos fortes foram-se revelando. A equipa 2 Fast 2 Furious apostou claramente num jogo mais colectivo, com algumas boas jogadas de envolvimento, ainda que os adversários fossem avisados previamente de que elas iam acontecer. O público chegou mesmo a vibrar (os 2 brasileiros) com vários golos em que a bola passou por todos os elementos da equipa. Deve salientar-se o facto de o elemento patinador desta equipa, a Joana, não ter conseguido brilhar tanto quanto de certeza poderia porque, quanto a mim, tinha um stick pequeno demais... e também porque andar de patins cansa.

Por outro lado, a equipa Fast & Furious, com um jogo um pouco mais 'trapalhão', optou por estratégias diferentes que consistiam em:
- deixar a Ana na baliza, tentando defender todas as iniciativas atacantes do adversário, em prejuízo dos seus pés; de notar a forma sempre muito decidida com que a Ana participava em algumas acções atacantes, não conseguindo às vezes tocar na bola, mas nem por isso deixando de acreditar, como aliás se podia ouvir invariavelmente "É agora! Agora é que é!". Um pouco mais sensata e sempre esforçada, a Inês B. respondia com ameaçadores "A seguir é que vão ver!".
- deixar a Raquel na posição mundialmente conhecida como "à mama", sendo que fez mesmo alguns golos, até que a Joana ficou a saber que ela afinal era da equipa contrária e aí acabou-se a brincadeira!
- dar o jogo à Inês, a patinadora desta equipa, que à conta disso acabou no cadernos de registos dos olheiros presentes! Um verdadeiro exemplo (tal como a Joana) que encarnou o espírito e se apetrechou a preceito para o evento, sem medo.

De qualquer forma, foi um jogo equilibrado, com as 2 equipas a darem o máximo, em prol do espectáculo! (a palavra "prol" existe mesmo?)

Ficou bem evidente a diversão proporcionada com vários momentos de luta feroz entre cada jogador e...a bola! Ou o stick! Imaginem quando metermos os patins ao barulho!
Deu para correr, deu para rir muito...mais um sucesso desportivo!

Notadas as ausências de elementos importantes como o Rebola, o Lori ou a Filipa, cujas prestações seriam certamente uma mais-valia para as risadas...e para o jogo, claro!

Por fim, fica a nota de que infelizmente não houve sessão fotográfica esta semana (apenas uma amostra com uma espécie de telemóvel) e por isso apelo desde já aos participantes para deixarem nos comentários "imagens escritas" de momentos que vos tenham marcado, de forma a que possamos compensar a ausência de fotos verdadeiras! ;)


segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Lenço - as fotos!

Lori orienta o chamamento dos números!
Rebola dá cobro à sua preguiça e tira fotos sentado :P

Equipas em jogo: Andreia arranca supersónica!


Eu dizia que me doíam as costas... tvx só desculpas! :P

Mas era o jogo do lenço ou da corrente?

Filipa!? Olha os modos!

As meninas riam-se! Bem, afinal foi o que mais se fez por lá - RIR!

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

A situação do João dos caracóis

O João dos caracóis esteve efectivamente na jornada de ontem, como foi referido num comentário à última postagem! Para não parecer que me esqueci dele (será que aconteceu mesmo?) não vou esconder mais os verdadeiros motivos desta omissão. Então é assim: o João dos caracóis corre mais rápido que eu, é mais ágil, e joga melhor à bola, o que faz dele um inimigo para a vida! É pois minha estratégia maquiavélica não o mencionar nas reportagens que faço pois assim tiro algum brilho à sua prestação! HA HA HA HA (riso mau) Ou então esqueci-me mesmo... permanece um mistério.

José Rebola

Lencinho - actividade desportiva 5

Quem ontem ao fim da tarde atravessasse a ponte pedonal que une o parque verde à sua contrapartida fluvial, muito dinamizada pelo actual presidente da câmara, veria Coimbra de um dos seus melhores ângulos, brindado por um belo jogo de luz e cores. Veria também sete adultos feitos a jogar ao lencinho. Esta estranha congregação era não mais nem menos que o 5º encontro das jornadas semanais desportivas do IBILI. Quis o destino que o vosso repórter entrasse no cenário já a meio, quando todos os intervenientes se encontravam já no pico de rendimento. Ainda assim bem a tempo do enriquecimento cultural que se proporcionou.

O jogo é simples

O jogador que se encontra mais cansado segura o lenço e comanda as hostes. As equipas perfilam-se à sua esquerda e direita, equidistantes, e preparadas para a acção. Cada ‘trial’ começa com a afectação secreta de números aos elementos das equipas, baixinho, e com os elementos curvados em concha. Desdobra-se então a formação e voltam aos postos.

Depois do ‘setup’ dos parâmetros iniciais o comandante do jogo lança o ‘trigger’ para que o evento avance. Afinal de contas isto é neurociência.

O ‘trigger’ consiste na invocação de um número e de um estilo com que os jogadores se devem aproximar da área lencistica. Os principais estilos abordados resumem-se na enumeração seguinte:

* sem estilo definido – o jogador correspondente ao número (e a Filipa) berra e corre como se não houvesse amanhã

* fogo – todos os jogadores berram e correm como se não houvesse amanhã

* água (ou ‘chuva’, na versão Seixo)– toda a gente ameaça mas ninguém se mexe

* pé coxinho (ou ‘ambulância!!’ na versão Seixo) - o jogador correspondente ao número inicia rapidamente o percurso apenas com um pé no chão

* caranguejo ou costas - o jogador correspondente ao número tem que fazer o percurso em inversão de marcha, enquanto fita os colegas de equipa que o apoiam

* canguru – o jogador correspondente ao número encarna um marsupial e saltarila em frente de pés juntos

* tesouras – o jogador correspondente ao número vai saltando abrindo e fechando as pernas numa coreografia que junta o humano, o ar e relva em plena harmonia

* rancho – o jogador correspondente ao número faz um ar baralhado e depois puxa da costela tradicional para sequenciar alguns espasmos semelhantes a uma dança

Feita a aproximação dos jogadores ao lenço, há um momento de tensão. Quem agarrar o lenço e retornar ao seu bom porto sem ser tocado leva 1 ponto (alguém contou?), quem penetrar nas defesas adversárias é premiado com 2. Está muito em jogo... Os jogadores olham-se, estudam-se, ameaçam-se e protegem-se tudo com o olhar, intimidando o adversário com o seu haka visual. De repente ZUCA, o lenço foi-se do seu repouso e então todas as regras são esquecidas, vale tudo, o coração palpita, a adrenalina sobe, os membros esticam-se no intuito de pontuar ou evitar os pontos até que a caça ou o caçador ganhem.

Ou então alguém cai.

De qualquer das maneiras é entretido. Foi neste espírito mas com muitos muitos risos, sorrisos e boa disposição (lesão do dia – bochecha dormente) que se praticou uma hora deste violento desporto que vitaliza corpo e mente como os batidos dos vegetarianos. Reviver a infância não é difícil. Difícil é fazê-lo e parecer minimamente são. Todos os intervenientes o conseguiram, fazendo do evento um êxito e levantando a fasquia para o 6º encontro e deixando-nos a contar os minutos até lá

Alguns traços individuais:

Filipa – A voz do jogo. Os chamamentos levados a cabo durante o jogo tornaram-no popular até à conchada e iniciaram rituais de acasalamento em algumas aves que sobrevoavam o local. Muita jinga e muita joga.

Castelhano – O motor do jogo. Muito bom em todos os estilos incluindo bruços e mariposa, foi um operário do meio-campo e astuto dinamizador

Lori – O poder de acreditar. Entrega ao máximo a provar que o esforço compensa

Inês B – O camaleão do jogo. O seu disfarce de jovem feminina de fácil trato esconde bem o predador que lhe fervilha no sangue e capaz dos mais ferozes golpes nos adversários

Ana – A alegria do jogo. Sempre com um sorriso e um incentivo e uma interpretação muito particular do estilo ‘rancho’

Andreia – O cérebro do jogo (com alguma ranhoca). Astuta, organizadora, capaz de executar e liderar, factor de união e de força

Enfim, UM SUCESSO!

José Rebola






Ó ZÉ !!!!!!!!!!!!!!!!


(ESCREVE O RELATO DO JOGO DE ONTEM, FACHAVOR!)

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

jogo do lencinho
amanhã
(5ª feira - dia 15 de outubro de 2009)
campos de jogo do lencinho propostos
(por favor, escrevam na caixa de comentários o vosso preferido)



IBILI, em Coimbra (às 13:30, no auditório)



esplanada do Tropical, em Coimbra



hotel IBIS, em Coimbra



sede do PSD, em Coimbra





rotunda do Fórum coimbra



parque de estacionamento do retail park, em Taveiro




um grande bem haja!

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Futsal Champions IBILI League: the event

Plácida e alegremente chegaram doze jogadores de Futebol do IBILI ao campo um pouco antes das sete (da tarde, como é obvio, não que alguem tenha duvidas que era da tarde que se falava). Os aquecimentos foram uma parte necessária, e já reveladora das escolhas de cada um. No aquecimento revelaram-se já varios dotes desportivos em outras areas tal como o Rugby, já que vários ensaios de três pontos foram alcançados quando o objectivo era atingir a baliza. Separaram-se então os presentes em dois grupos de seis usando a côr das camisas e começou o jogo. As equipas eram Lori, Castelhano, Moisés, João Marques, Inês Almeida e Inês Violante (equipa monocôr); e João Duarte, Rebola, Frederico, Inês Bernardino, Joana, e Andreia (equipa
multicôr).
O jogo estava equilibrado, mas dois remates fortes do Rebola puseram o resultado em 2-0. O Lori pouco mais pode fazer que ir buscá-la ao fundo da rede. De facto não havia rede, mas a imagem assim ficava mais bonita. Mas o Rebola estava num dia inspirado e de novo marcou golo,
pondo o resultado em 2-1. Então os outros jogadores decidiram que também eles deveriam marcar golos, e rapidamente o resultado chegou a 2-2 devido aos esforços atacantes do Castelhano e da Inês violante com apoio dinâmico pelo Moisés. O passes rápidos entre o Frederico, a Joana e a Inês Bernardino permitiam ao Rebola e à Andreia destacar-se com perigo muitas vezes especialmente quando o João Duarte vinha em seu apoio. Foi uma defesa activa por parte do Lori e da Inês Almeida que bloqueou muitos dos seus esforços ajudados pela boa prestação na baliza do João Marques, mas depois de o 2-3 quase ser feito a equipa multicôr marcou e o resultado passou para 3-2.
Segiu-se então um esforço por parte de toda a equipa monocôr que conseguiu o 3-3. Tendo já passado mais de meia-hora de jogo, o cansaço começou a fazer-se sentir em ambas as equipas. Numa repsosta de contra-ataque a equipa multicõr marcou então o 4-3. Após um periodo de repetidos ataques por parte da equipa monocôr, a equipa multicôr marcou o 5-3 que fechou o jogo. O ambiente era alegre e festivo por parte de todos, tendo algumas fotografias sido tiradas por uma estudante que andava por lá a praxar caloiros e que o Lori convocou. E quando finalmente estávamos prestes a ir embora as luzes do campo acenderam-se às oito, melhorando bastante a visibilidade e transmitindo o excepcional sentido de "timing" da EDP.

Imagens Futsal champions IBILI league

Ficam algumas imagens que 'valem por mil palavras' (com som)

quinta-feira, 1 de outubro de 2009
















Presenças:
João Castelhano
José Rebola
Andreia Pereira
Inês Bernardino
Inês Violante
Britta Graewe
Moisés Não-sei-o-último-nome-e-ninguém-a-quem-eu-perguntei-me-soube-dizer
João Duarte (achava-que-eras-Andrade)
Filipa Júlio
Joana Sampaio (mas só para o beberete final, por isso conta como meia presença)


Ausências:
Todas as pessoas ausentes


Contextualização Teórica:
O jogo do mata (etimologia germanófila: völkerball) é um jogo milenar, cuja origem se julga remontar ao ano de 1984, onde era frequentemente praticado pelos alunos e baldas da escola preparatória Martim de Freitas, em Coimbra - há época, a 3ª cidade de Portugal; hoje, ultrapassada por toda a margem Sul da região de Lisboa - pelos vistos, somos ultrapassados em termos demográficos pelo deserto!

É um jogo demasiado complexo para ser explicado num blog chamado calções e t-shirt, portanto não vou alongar-me em mais descrições.


Material necessário:
- bola (geralmente macia, embora, nesse lugar pitoresco chamado Seixo de Mira, os jogadores usualmente optem por materiais menos suaves, segundo fonte de informação que preferiu manter o anonimato)
- pessoas (geralmente bonitas e com corpos atléticos, embora............)
- espaço com dimensões razoáveis (este ponto um bocadinho controverso, já que o adjectivo razoável é completamente subjectivo; por outro lado, não esquecer que as dimensões do campo poderão ser, ao longo do jogo, alteradas mais ou menos de acordo com as necessidades do momento e com o resultado das equipas)


Jogo:
Então é assim, jogou-se, portanto.


Take home message:
- jogo de cintura do Zé quando estava prestes a morrer (acompanhado por saltos à rectaguarda e para todos os lados que reflectiam longos anos de aprendizagem na escola de ginática artística de Pequim)
- extraordinária perícia do Moisés na apanha da bola macia (resultado, sem dúvida, de longos anos de apanha da uva morangueiro em Felgueiras, escola artística desconhecida)
- incrível coordenação oculo-motora-oral-fotográfica do João Castelhano, na apanha e devolução da bola macia com uma mão e berros ao telemóvel/registo fotográfico com a outra
- fascinante posição de esquilo do Canadá da minha própria pessoa, quando prestes a morrer, acompanhada de gritos lancinantes de cisne das Filipinas (resultado, sem dúvida, de longos anos de aprendizagem na escola técnico-profissional de S. Martinho do Porto)
- postura absolutamente "cool" da Andreia Pereira durante todo o jogo, com respiração sincopada, bons reflexos posturais e sorriso permanente - mesmo perante a azelhice do resto da equipa
- as melissas de veludo roxo da Inês Violante, o mais sofisticado calçado para jogar ao mata alguma vez visto em jogos de mata
- a estratégia irrepreensível da Inês Bernardino que, traduzindo longos e riquíssimos anos de aprendizagem na escola E.B. 2,3 de Paris de França, no momento de falecer, alinhava o seu próprio corpo com os ramos e troncos das laranjeiras circundantes, trazendo uma mensagem ecológica de protecção da flora mondeguina para este evento desportivo
- a persistência da Britta Graewe que, só e abandonada pelos seus colegas de equipa, provou que é possível lutar até ao fim num campo de relva sem esconderijos e sem as laranjeiras que são tão gratas à Inês Bernardino
- a tranquilidade táctica e técnica do João Duarte, cuja entrada no jogo, a 4 minutos e 35 segundos do seu final, foi irrepreensível e deu frutos - não laranjas, para tristeza da Inês Bernardino, mas a morte (INJUSTA! e eu acho que não devia contar) da minha pessoa
- a simpatia da Joana Sampaio que deu lá um pulinho para nos ver