Ano Novo, Vida Nova….mas a tradição, essa, não muda e, por isso mesmo, reunimos mais uma vez para a décima sexta jornada desportiva do grupo MCB. E desta vez, a actividade escolhida (não) prometia (nada de especial!)…
Poucos minutos depois das 18h, iniciámos o primeiro jogo da tarde: “Caravana pelas ruas de Coimbra em hora de ponta”. O objectivo (aparente) consistia em conseguirmos chegar a casa da Filipa todos juntos. Contudo, no decorrer do percurso, o real objectivo revelou-se e consistia em, rotunda após rotunda e semáforo após semáforo, despistar todos os colegas para ver quem chegava em primeiro lugar a casa da Filipa. E, de facto, neste último objectivo fomos todos muitíssimo competentes!
Reunidas as tropas, invadimos a casa da Filipa e iniciámos a 2ª etapa desta jornada: escolher um jogo de cartas que pudesse ser jogado por 10 elementos. Depois de uma breve referência à Sueca Italiana e ao Pocker (uma nova versão, não a dinheiro ou a feijões mas sim a massas!) optámos por jogos nos quais cada jogador tivesse que gerir, apenas, uma única carta (para facilitar a logística, claro!). Então, fizemos uma pequena incursão pelo jogo do Polícia e do Ladrão onde a Susana vestiu a pele de ladrão e concretizou dois assassinatos que escaparam aos olhos da Filipa que, apesar de ser polícia, não só não descobriu o ladrão como foi denunciada pelos seus colegas (sem duvida a traduzir fielmente a nossa polícia portuguesa!).
Após este breve aquecimento, iniciou-se o jogo do “Lobo” que passo a descrever:
Intervenientes: Frederico, João Duarte, Filipa, Ana, Susana, Inês B, Gina, Castelhano, Tafula e Fernando Amaro;
Material: baralho de cartas importado dos states
Local: casa da Filipa (com magnífica vista para as traseiras da universidades!)
Personagens: Lobo (Ás), Vidente (Dama), Curandeiro (Rei), Camponeses (outras cartas sem valor) e Narrador;
Regras: Cada jogador escolhe uma carta, que guarda para si. Entretanto a noite cai e todos têm que fechar os olhos. O narrador chama o lobo que abre os olhos e aponta para o colega que quer matar friamente. Depois, o lobo torna a fechar os olhos e o narrador chama o curandeiro que tem que indicar qual o jogador que pretende salvar (ele inclusive). Por fim, a vidente é chamada a apontar para o colega sobre o qual quer ficar a conhecer a identidade (ou “conhecer” nas palavras do Frederico). Finalmente, o dia nasce, todos abrem os olhos e seguem-se momentos de discussão, acusação e criação de bodes expiatórios no sentido de descobrir quem é o lobo. Este último, por sua vez, tenta escapar ileso para poder continuar a fazer as suas vítimas.
Depois de uma grande “barafunda”até todos entenderem as regras, o Frederico lá conseguiu pôr ordem na mesa e dar início, no papel de narrador, ao primeiro jogo. O lobo, que era desportista e que se fez denunciar através de um simples estalar de ossos, foi rapidamente apanhado terminando precocemente a sua chacina.
Os jogos foram-se sucedendo com vários jogadores a vestirem a pele de lobo e com muitos camponeses inocentes a serem brutalmente assassinados, videntes com bolas de cristal fora da validade e curandeiros charlatães, mas sempre com muita risada, acusações e argumentos, digamos que, rebuscados.
Posto isto, resta uma pequena referência a cada um dos intervenientes…mas ATENÇÃO…as imagens que se seguem são susceptíveis de chocar os mais sensíveis…
Frederico: o mentor do jogo, narrador e cameramen…um verdadeiro lobo com pele de cordeiro, protagonizou um alucinante assassinato em série…mas como não poderia deixar de ser, os maus são sempre apanhados no final!
Filipa: conseguiu, com os seus poderes sobrenaturais, convencer todos os jogadores que tinha uma carta especial quando, na verdade, não passava de uma simples campónia!
Fernando Amaro: o curandeiro mais eficaz de todos os tempos, sempre disposto a salvar os mais inocentes mas sem nunca se esquecer dele próprio no momento da verdade! Só os Ferrero Rocher é que trouxeram alguma distracção!

Susana: sempre atenta a todos os movimentos, suspiros e respirações; com palpites sempre certeiros e alvo de muitas acusações infundadas! 
Castelhano: sempre camponês (com muita pena sua), não hesitava em disparar machadadas em todas as direcções…MEDO! 
João Duarte: a sua condição de desportista pôs de lado uma verdadeira vocação para lobo!!! Foi, sem dúvida, melhor a ajudar os outros (como mostra a foto)!
Sérgio Tafula: sempre reservado mas atento e excelente a fazer-se passar por lobo quando era apenas um camponês!
Gina: camponesa resistente! Conseguiu sobreviver aos ataques impiedosos do lobo Frederico Mau!
Ana: começou como camponesa mas foi como narrador que se destacou. A sua firmeza no momento de dar as ordens, e ao mesmo tempo responder em nome do curandeiro, foi notável!
Inês B: eu própria… “campónia mártir”, fui assassinada três vezes sem dó nem piedade, embora estivesse sempre inocente!
Posto isto, apenas um remate final de agradecimento à Filipa que recebeu prontamente em sua casa estas personagens improváveis que proporcionaram momentos bem divertidos!
Vitória, Vitória…acabou-se a história!!!
Ilustrações: João Ribeiro